A peça

A obra O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry, começa contando uma recordação que o Aviador e narrador da história possui, sobre o primeiro desenho que havia feito em sua infância. Tratava-se de um elefante que foi engolido por uma cobra da espécie jiboia. Ele resolve perguntar aos adultos que conhece, o que eles estavam vendo em seu desenho. E diversas respostas unanimes foram dadas por eles.

Quando cresceu, queria mais uma vez testar o grau de lucidez das pessoas e por isso, resolveu mostrar novamente os desenhos para os adultos, e todos continuavam a responder a mesma coisa: um chapéu. Assim, ele acabou vivendo toda a sua vida sem amigos, com os quais realmente pudesse estabelecer uma conversa. Por causa das decepções que teve com o teste do desenho, acabou escolhendo como profissão ser piloto. Um certo dia, ocorreu um problema com o avião que pilotava e ele, caiu no Estado do Maranhão.

Na primeira noite nos lençóis maranhenses, o Aviador acabou adormecendo na areia mesmo. Quando o dia raiou, uma voz estranha o despertou. Tratava-se do pequeno príncipe, um rapaz de cabelos dourados e com um cachecol vermelho em torno do pescoço. Este pediu, que o narrador desenhasse um carneiro. O Aviador então, resolve mostrar a ele, aquele misterioso desenho, que ninguém nunca acertou o que realmente era. E ele lhe diz, que não quer um elefante sendo engolindo por uma jiboia e sim um carneiro. Mas, havia um problema. Por ter sido desencorajado a desenhar, o Aviador tem dificuldades para desenhar o carneiro.

Depois de muito tentar, ele tem a brilhante ideia de desenhar o carneiro dentro de uma caixa. Para sua surpresa, o pequeno príncipe acaba aceitando o desenho.

O Aviador então começa a conversar com o rapaz. Ele lhe conta, que viera de um planeta, que possuía o tamanho de uma casa. Por sua vez, o pequeno príncipe contou ao narrador o drama em que vivia em seu planeta e porque precisava tanto de um carneiro. Isso porque, havia nele uma árvore, chamada de baobá, que crescia muito. Por isso, o carneiro era importante para que pudesse se alimentar dos baobás enquanto estes ainda eram pequenos.

Assim, o Aviador passou a valorizar as pequenas coisas do cotidiano, como por exemplo contemplar as estrelas, apreciar o perfume e a beleza de uma flor e admirar o pôr do sol.

O Pequeno Príncipe ainda contou todas as suas aventuras nas diversas regiões do Brasil por onde ele passou. Na última região visitada por ele, encontrou uma serpente, que através de uma picada, prometeu lhe enviar de volta ao seu planeta de origem.

Muito tempos depois, o Aviador se sentiu consolado por saber que o rapazinho havia conseguido o que tanto desejara. Hoje, quando ele olha as estrelas no céu brasileiro, sorri, lembrando do seu pequeno príncipe.

Musical com 25 canções originais de autoria do Maestro Marco Aurêh. 

O Pequeno Príncipe, versão brasileira foi adaptado da obra de Antoine de Saint-Exupéry “O Pequeno Príncipe” para exaltar a obra dentro de uma realidade que valoriza a cultura e as regiões brasileiras. Todas as canções da nossa adaptação são autorais privilegiando os ritmos brasileiros, o português do Brasil e instrumentos musicais também nacionais. Nosso cenário será também composto por paisagens brasileiras e o nosso elenco será construído com o mesmo viés, isto é, o nosso elenco será brasileiro, será plural. Com direção geral de André Sampaio Hardman, o espetáculo principal levará a plateia ao universo “multirregional” do Brasil.